Teus olhos
Roberto da Silva Ribeiro
Teus olhos, sereníssima donzela,
São verdadeiramente mentirosos,
Não são a luz, nem lâmpada, nem
vela,
Mas dois abismos tenebrosos.
Teus olhos, sereníssima donzela,
Saem a correr como corcéis de
Astúrias,
E do teu olhar de procela
Saltam relâmpagos e injúrias.
Sei que tua majestade de gazela
Esconde tigres perigosos,
Que a paz nos teus olhos se
revela
Doces grilhões escandalosos
(Por tais grilhões minha alma
anela)
Quando me embalas em tua fúria,
Da tua vontade de fera
Saltam relâmpagos de luxúria.
Comentários
Postar um comentário