Soneto Sérvio
Voa o mocho na noite indiferente,
Voa o mocho na névoa ao luar,
A Lua reluz nas nuvens nuamente
O morcego a reflete em seu olhar.
Tem seu olhar a força de um
doente,
De um doente à morte, a agonizar.
Estou preso em seus vôos, minha
mente
Minha mente é só este lugar.
Para e pousa, morcego nos
umbrais,
O alvorecer não tarda,
clandestino,
Porém para mim, não, tardou
demais.
Não ferirão a mim os seus punhais
E eu não verei o dia, me defino,
Não me verá o dia, não mais.
Comentários
Postar um comentário