O Vento


Roberto da Silva Ribeiro

 

O vento neste morro é diferente

O infinito silêncio é a sua voz

Ouço-o vivo, voando frio e veloz

A soprar das planícies pouco a frente

 

Sim, o vento me agrada plenamente

Se faz sentir esta paz de albatroz

Quando voa (e quanto vai de tal em nós)

O vento traz volúpia a minha mente.

 

Ele sempre parece me chamar

Mas ele chama a si mesmo. É assim.

Sinto-me diluído, livre e só a voar.

 

Quando o vento vem me libertar

A sua tranquilidade é sem fim,

E nesta paz, deixo-me naufragar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog