Lira

 Roberto da Silva Ribeiro


Anda em mim um tédio noturno

De minhas tristezas totais

É como um silêncio soturno,

Demências, dormências vitais.

Aspiro venenos vulgares

Meus olhos vagueiam nos bares

Em vizinhas volúpias vagas.

Por velozes vívidas sagas,

Permaneço sentado só

E as horas que passam são pó.

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