Lira
Anda em mim um tédio noturno
De minhas tristezas totais
É como um silêncio soturno,
Demências, dormências vitais.
Aspiro venenos vulgares
Meus olhos vagueiam nos bares
Em vizinhas volúpias vagas.
Por velozes vívidas sagas,
Permaneço sentado só
E as horas que passam são pó.
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