Lai

Roberto da Silva Ribeiro


Porque deixaste teu ninho,

Apressado passarinho,

E com tuas asas ao léu

Alças voo até o céu?

Não há para ti piedade

No peito da humanidade.

Por que sair assim cedo?

Só a morte não tem medo.

Morrerás de frio e fome

Não haverá quem te dome.

Não viverás, meu amigo,

Pois então dorme comigo

E amanhã, talvez já tarde,

Encontrarás tua liberdade.

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