Soneto Roberto da Silva Ribeiro Rios amnióticos fluem, úmida grei, A linfa fluminense, doce humor, E os pastores de livros a compor Bebem dela tranquilos onde amei As mulheres (são fêmeas, meu rei) E as flores também bebem o licor Líquido e licoroso a seu dispor E deve ser assim, é, mas que eu sei? Capelas capilares escalpadas Artigos pra artelhos com artrite Em articulações articuladas As ramagens de brônquios com bronquite São feéricas, frígidas, frias fadas Safadas com batons de dinamite.
Ode III Roberto da Silva Ribeiro Nada acontece longe desses olhos. Dos teus olhos de trégua e trovão Nada acontece fora de tuas vistas Nada, minha menina. Aqui minhas notícias estão velhas A vida está antiga, está antiga Longe de ti, retina dos meus olhos, Longe de ti, menina. Não descansam meus olhos no teu colo Quente, calmo, carinhoso, queridinha, Meus olhos não repousam do teu dolo E estão cegos, menina.
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