Rotação


Roberto da Silva Ribeiro

 

Ao largo, noventa navios coalham o mar

Onde não bate o coração nervosamente

Embora sopre a tempestade indiferente

A quem da praia a observa a se formar

 

As procelárias prenunciam a voar

E a solidão vem velejar na minha mente

E tudo sopra, e tudo ruge avidamente

Em turbilhões acinzentados feitos de ar

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