Soneto à Ângela

Roberto da Silva Ribeiro


Ó Ângela, cândida agonia,

És flor da fragrância mais erótica,

Papoula nigérrima e narcótica

Senhora da sã filosofia

 

Penúltima pétala caótica

Que aponta-me a porta e a poesia,

Senhora da bárbara magia,

Lacuna perdida em sombra exótica

 

Vem valsar comigo fragilíssima

A ária de sílabas enfáticas

Que fiz assim absurdíssima.

 

Vem ver o viver sem as suas táticas,

Vem valsar domingo, ó agilíssima,

A ária de estrofes matemáticas.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog