Ribeirão Preto
A chuva cai em
grossas gotas graves,
Molha muito os
telhados tisnados
E as ruas lamacentas.
Afugenta
As gentes, interdita
minha ida.
Na dor das despedidas
desse povo
Sequer chega-se a sentir o aguaceiro,
Pouco a pouco o
silêncio se supõe
Pelo pátio do
colégio. O vozerio,
O alarido dos risos
vai cedendo
Na distância. As
crianças se esfregam
Nas janelas dos
carros que atravessam
Estes portões da
escola. Após a chuva,
O ar parece mais
puro, o sol desbota
No céu com tons
inertes. Onze horas
Da manhã arredia,
nua, cinzenta
E fria. O céu está
triste como um homem
Sozinho, em pé diante
da partida.
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