O último soneto

  Roberto da Silva Ribeiro


Este é o último soneto vivo

Mas ninguém denuncia sua extinção

Pois se apaga em silêncio. Estes são

Seus últimos momentos. Pelo crivo

 

Da crítica não passa. Desativo

Seus sistemas caducos de botão

Em botão e procuro achar o vão

De saída. É inútil, sou nativo

 

De um país bloqueado. Que maldito

Terceto! Mas um sonho é um perfeito

Silogismo. Procuro achar o rito

Para segui-lo, mas esqueci o aceito

E me perdi entre o dizer e o dito:

Este é o último feitiço feito.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog