O último soneto
Este é o último soneto vivo
Mas ninguém denuncia sua extinção
Pois se apaga em silêncio. Estes
são
Seus últimos momentos. Pelo crivo
Da crítica não passa. Desativo
Seus sistemas caducos de botão
Em botão e procuro achar o vão
De saída. É inútil, sou nativo
De um país bloqueado. Que maldito
Terceto! Mas um sonho é um
perfeito
Silogismo. Procuro achar o rito
Para segui-lo, mas esqueci o
aceito
E me perdi entre o dizer e o
dito:
Este é o último feitiço feito.
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