O Cisne
Roberto da Silva Ribeiro
?... Nada como uma forma alva que
me desalma em cada
Faceta frágil, fatal, de sua
flama fugaz.
Nave inominável, sarça de saudade
e gás,
Navegante sem cais, Himalaia sem
escada ?...
Nada. A água lhe forma um par e
lhe arranca,
Num imposto, um dinar de graça e
se faz
Na penugem profana a paga. Deixa
atrás
No lago laminar, a clara água marcada
?...
Nada, nem este rastro e nem mesmo
imagem há
Espelhada será quando as asas
amargas
Voarem. Não há lar, não há
rastros, não há?...
Nada, alva alma exilada nos lagos
de lá,
Nada podes deixar. E se as marcas
que largas
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