Figuras


Roberto da Silva Ribeiro

 

Um ramo do mar,

Um prumo ao murmúrio,

A dor gruda dura,

Força à morte. Agora

Esta força é forte,

Norte e norma. Nobre

Recém oriúndo

Atinge as origens

As quais, reformando,

Transforma. Receiam-se

Os homens de bens

Parecer poucos.

 

Na proporção púrpura

Há nela a janela

Das estrelas quentes

Que pelas paradas

As luzes azulam.

Numa cela, cegos

De pálidas pálpebras

Palpitando, os homens

De bem se suicidam

Não podem vive

Sabendo da sua

Própria estupidez.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog