Credo


 Roberto da Silva Ribeiro


Eu creio na poesia, este patê de perfumes,

Que meu sono agitava como um sino

Enchendo de sentido todas as procuras.

E creio na poesia, a mesma que não exite

Nunca por ser matriz da própria criatura,

Que abarca no que cria a calma e o crime

Que cresce ao cumprir sua crível figura.

Eu creio na poesia, esta que quando quebra

Lança seu ser sofrido aos bares mais escuros

Para poder beber do puro havido.

Assim é a poesia: peça sempre partida

Mas nunca renegada.

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