Credo
Eu creio na poesia, este patê de perfumes,
Que meu sono agitava como um sino
Enchendo de sentido todas as procuras.
E creio na poesia, a mesma que não exite
Nunca por ser matriz da própria criatura,
Que abarca no que cria a calma e
o crime
Que cresce ao cumprir sua crível
figura.
Eu creio na poesia, esta que
quando quebra
Lança seu ser sofrido aos bares
mais escuros
Para poder beber do puro havido.
Assim é a poesia: peça sempre
partida
Mas nunca renegada.
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